🚀 PIT STOP SUPPLY CHAIN 2026 AI, sustentabilidade e resiliência global já estão redesenhando o futuro das cadeias de suprimentos. O evento mais estratégico do setor reúne líderes e especialistas para transformar desafios em vantagem competitiva. 🌍 O futuro da Supply Chain é agora – você está preparado?
A Black Friday deixou de ser o grande ápice do varejo brasileiro. Ela continua gigantesca, claro, mas agora faz parte de um ciclo cada vez mais intenso de datas promocionais que se estendem de 11/11 até a semana do Natal. Esse novo calendário, impulsionado por players globais e por mudanças no comportamento do consumidor, transforma profundamente as operações de supply chain, logística e compras.
O varejo passou a conviver com picos muito mais próximos uns dos outros. O 11/11, consolidado no mercado asiático e cada vez mais replicado por grandes e-commerces no Brasil, já provoca saltos expressivos nos volumes de pedidos. Mal essa onda passa, chega a Black Friday em 28/11, seguida imediatamente pela Cyber Monday, pelo movimento crescente do 12/12 e, finalmente, pelo Natal — que continua sendo o maior gerador de demanda do ano. A diferença atual é que esses picos deixaram de acontecer de forma isolada. Eles se somam, se sobrepõem e, em alguns casos, praticamente se encostam.
Esse novo desenho exige mais do que velocidade de entrega. Exige orquestração. A logística contemporânea não é mais um esporte de sprint; é uma operação cirúrgica em que estoques, rotas, prazos e capacidade precisam ser ajustados em tempo real para que o consumidor final receba seu produto no momento prometido. A eficiência deixou de ser uma função da rapidez e passou a ser uma função da precisão.
Nesse contexto, as empresas de last mile e middle mile se tornaram protagonistas — não apenas por entregarem mais rápido, mas porque oferecem elasticidade, capilaridade e tecnologia em escala, permitindo que varejistas absorvam picos extremos de demanda sem expandir sua estrutura própria. Olist Envios, 99 Entregas, Uber Entregas, Loggi, Kangu, Lalamove, Fretou, Porters e as malhas ultracapilarizadas de Amazon e Mercado Livre formam hoje uma rede que sustenta a experiência do consumidor brasileiro nas semanas mais críticas do ano.
Mas o last mile sozinho não resolve o desafio. A complexidade maior está no middle mile — nas transferências de estoque entre centros de distribuição, dark stores e hubs urbanos que precisam ser feitas com agilidade quase cirúrgica. Uma ruptura em um ponto da cadeia gera um efeito dominó: pedidos travados, atrasos acumulados, necessidade de remarcação de entrega e custo adicional que corrói margens.
Aqui entra o primeiro destaque essencial do novo varejo:
• O estoque precisa estar próximo, mas não parado;
• A rota precisa ser rápida, mas também viável;
• A capacidade precisa ser elástica, mas sustentável.
É a combinação desses fatores que permite operar no modelo dos “picos contínuos” com eficiência.
Nesse cenário, os fornecedores assumiram um papel que vai muito além do apoio operacional. Eles passaram a ser extensões da própria estratégia das empresas. Operadores logísticos, transportadoras de carga fracionada, plataformas de fulfillment, hubs urbanos, empresas de cross-docking e startups de entregas instantâneas tornaram-se peças críticas. São eles que permitem que a cadeia respire, redistribua estoque, ganhe velocidade e mantenha a promessa de entrega mesmo sob pressão máxima.
E talvez a transformação mais relevante esteja no que o consumidor espera hoje. Ele não compara apenas preços — compara experiências de entrega. Ele compra hoje, mas decide se volta com base no que acontece da confirmação do pedido à chegada do pacote. Em uma temporada em que o Brasil vive uma sequência de datas promocionais que dura mais de 40 dias, entregar bem não é apenas cumprir uma promessa comercial: é defender a reputação da marca.
Ou, como resumem os operadores mais eficientes do mercado:
“A vantagem competitiva não está em entregar mais rápido; está em entregar sem atrito, com informação transparente e no tempo exato.”
O varejo brasileiro está aprendendo a operar nesse novo ambiente, em que os picos são contínuos, as expectativas são altas e a competição acontece na etapa final da cadeia. Entregar rápido é importante. Entregar certo, transparente e sem fricção é indispensável. E garantir isso em escala, com múltiplos parceiros, múltiplos canais e múltiplos picos, é o que separa quem performa de quem apenas sobrevive à temporada.
O fim do ano deixou de ser um desafio logístico. Hoje, ele é o maior teste de orquestração que a cadeia de suprimentos enfrenta.
→ Siga-me: linkedin.com/in/isabelcardeal
Essas discussões estarão em destaque na Agenda CICLO 2026 — um ano inteiro de conteúdo, atualização e conexões entre líderes que estão moldando o futuro do Supply Chain, da Logística e das Compras no Brasil.
A CICLO Academy é um importante ecossistema de conteúdo e networking em Supply Chain, Logística e Compras no Brasil. Democratizamos inteligência e análises inovadoras, desenvolvemos líderes relevantes, além de promover conexões entre executivos e profissionais de alto nível.
Fique por dentro! Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos.
Você não pode copiar conteúdo desta página