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Tecnologia em procurement: como a automação estimula a evolução do setor

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CICLO Academy

15 dez 2025
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24 e 25 Março 2026

🚀 PIT STOP SUPPLY CHAIN 2026 AI, sustentabilidade e resiliência global já estão redesenhando o futuro das cadeias de suprimentos. O evento mais estratégico do setor reúne líderes e especialistas para transformar desafios em vantagem competitiva. 🌍 O futuro da Supply Chain é agora – você está preparado?

A inteligência artificial avança rapidamente em praticamente todos os setores – e vai muito além de um hype. Mas uma pesquisa recente da SAP Taulia chama atenção para um ponto importante: a tecnologia em procurement ainda vem ficando para trás por falta de investimento.

Segundo o estudo AI in Procurement Report, apenas 35% das lideranças globais estão priorizando compras e supply chain como área estratégica para investimento em IA. Isso coloca procurement, por exemplo, atrás de áreas como finanças (43%), analytics (39%) e cibersegurança (38%), mesmo com 72% dos profissionais relatando aumento de pressão sobre a área no último ano.

Ao mesmo tempo, os próprios líderes de compras reconhecem o valor da tecnologia: 44% acreditam que a IA terá grande impacto na solução dos principais desafios do setor. Especialmente em análise de gastos, detecção de riscos, gestão de contratos e automações que liberam o time para atividades estratégicas.

Ou seja: existe apetite, existe necessidade – e existe urgência.

É justamente nessa lacuna entre necessidade e investimento que tecnologias como RPA (Robotic Process Automation) e agentes autônomos estão ganhando relevância. Estão se tornando um caminho natural para modernizar operações, reduzir riscos e posicionar compras como um verdadeiro motor estratégico do negócio.

Mas quais são as principais inovações tecnológicas que vêm transformando compras? Quais são os impactos desse movimento? E como os profissionais podem (e devem!) se preparar para essa nova era?

Neste conteúdo, reunimos como o RPA está redefinindo o papel das equipes de procurement. Esta solução digital foi destacada por especialistas durante o 4º Compras Summit, evento promovido pela CICLO Academy.

Conexão entre o humano e a tecnologia em procurement

Para Rafael Bonini, Managing Director da Accenture, discutir o futuro do procurement passa por entender o papel do agente autônomo, que incorpora a tecnologia embarcada ao trabalho do Chief Procurement Officer (CPO). E como integrar as atividades do ser humano que lidera e gerencia o setor de procurement com as dos robôs autônomos?

A resposta está na criação de uma espécie de “humano aumentado”: o profissional que usa robôs para elevar sua capacidade de análise, prever riscos, acelerar ciclos de compras e aprimorar o spend analysis. Entre as atividades mais impactadas estão:

  • Gestão de gastos;
  • Sourcing de fornecedores (redução de 60 para 15 dias, devido à eliminação de processos);
  • Negociação de preços;
  • Gestão de contratos (incluindo a redução do tempo de revisão dos documentos);
  • Validação de faturas.

No entanto, para tudo isso ser efetivo, a palavra-chave é conexão. Ou seja, o profissional que toma as decisões deve adotá-las com suporte do RPA, se beneficiando de tarefas que ele pode realizar, tais como:

  • Apresentar possíveis soluções para questões apresentadas;
  • Gerir negociações buscando melhores resultados;
  • Compilar e enriquecer o ecossistema com dados;
  • Aprimorar a sua própria inteligência.

RPA consegue gerenciar até 99% do setor de compras da empresa

Segundo Rafael Bonini, quando todas as etapas e plataformas do procurement estão integradas, a empresa consegue potencializar as equipes de front office e gerenciar até 99% da área de compras utilizando o RPA, além de reduzir o tamanho da organização. Isso porque as funções e compras no back office e no middle office também são automatizadas.

O agente RPA conecta camadas de tecnologia, plataforma e áreas de forma autônoma. Funciona como um elo entre ferramentas, dados e pessoas. Ele não apenas executa processos, mas também realiza compras, com base nas regras do negócio.

“A boa interação entre agente autônomo e humanos responsáveis pelas compras eleva a qualidade do spend, garantindo a gestão de gastos, sourcing de fornecedores, negociação de preços e gestão de contratos”, explica Bonini.

Tecnologia em camadas e a interação plena entre homem e máquina

O agente RPA, alimentado por inteligência artificial, conecta camadas de tecnologia e enriquece processos com dados, além de processos, ferramentas e pessoas. Também é responsável por  fazer o planejamento de demanda e iniciar a negociação.

No entanto, cabe ao CPO aprovar o processo e efetivar a política de compliance, cumprindo as normas legais e as regras da empresa.

O RPA também flexibiliza a “escalabilidade” do trabalho. Assim, os processos de negócios com alto volume ficam mais elásticos: são capazes de gerenciar cargas de trabalho maiores ou menores, sejam elas planejadas ou não.

Resultados positivos e insights a partir dos consumidores

A automatização inteligente também faz com que a operação gere um custo menor para os clientes – além de fornecer agilidade, entre outros ganhos. Muitas vezes, são os próprios consumidores que trazem os  insights que guiam a inovação das compras.

“Com a utilização do RPA, é possível entender quais são as opiniões de quem consome o produto ou serviço para reduzir custos de matéria-prima, por exemplo”, relata Bonini.

E como planejar esse trabalho e impulsionar os negócios?

Antes de tudo, para que a aplicação do RPA nas atividades do procurement seja efetiva, é preciso reimaginar o trabalho e remodelar o papel do procurement. O skill operacional deixa de existir para se tornar estratégico.

Para que isso aconteça em escala, Bonini elenca algumas propostas concretas:

  • Redesenhar o procurement e sua capacidade digital;
  • Reimaginar o processo;
  • Preparar o núcleo digital;
  • Repensar o modelo operacional;
  • Explorar o procurement autônomo e definir sua ambição;
  • Desenvolver a jornada própria.

O sucesso de algumas experiências que conectam a automação e o procurement mostra que a tecnologia pode simbolizar uma virada de chave no setor de compras, com muito mais eficiência e menos riscos para os negócios. Vamos conhecer um desses cases?

Um case de tecnologia em procurement

Bridgestone integra E-procurement ao RPA 

No suporte ao E-procurement, já largamente utilizado por empresas como a Bridgestone, o RPA é baseado em regras de negócio. Unifica cotações, melhora a visibilidade dos gastos, agiliza processos e resulta em economia, além de haver redução de erros e aumento da eficiência.

Viviane Barbosa Bandeira, Gerente de Compras Manufatura LA da Bridgestone, detalhou no case apresentado durante o 4º Compras Summit quais processos a companhia vem automatizando. Um deles é que a empresa transformou seu ecossistema B2B – transporte, distribuição e fornecimento de mercadorias relacionadas a outras empresas – e aumentou a previsibilidade de adaptação a mudanças no ambiente de negócios.

Agora os processos são mais ágeis: as ferramentas otimizam os processos de compras com análises baseadas em dados do Power BI.

Dados, planejamento e expectativas para o futuro

O RPA que se alia ao E-procurement enriquece o ecossistema com os números reunidos pelo Power BI e utiliza essas informações para flexibilizar inúmeras tarefas obrigatórias. Isso resulta em:

  • Melhora de rastreamentos em auditorias;
  • Verificação de sobregastos;
  • Realização de check-points regulares com as devidas correções;
  • Flexibilidade da comunicação da equipe interna.

Com planejamento e organização, a empresa pode usar as ferramentas para redesenhar o fluxo do seu cronograma de implementação das mudanças, automatizar tarefas manuais, fazer a tomada correta de preço e lançar impostos.

“A adoção de inteligência artificial com definição de objetivos, análise de processos existentes, desenvolvimento do robô, testes e validação, além do treinamento dos usuários, será a tônica da geração futura do procurement. O foco sempre é impulsionar as compras”, prevê Viviane.

A transformação do procurement: prepare-se para 2026

Este é apenas o começo de uma transformação que já está redefinindo o procurement.

Se você quer acompanhar de perto as tendências que estão moldando a área, de automação a agentes autônomos, continue acompanhando a CICLO Academy.

E já deixe reservado na agenda: o 5º Compras Summit acontece no dia 20 de maio!

 

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