🚀 PIT STOP SUPPLY CHAIN 2026 AI, sustentabilidade e resiliência global já estão redesenhando o futuro das cadeias de suprimentos. O evento mais estratégico do setor reúne líderes e especialistas para transformar desafios em vantagem competitiva. 🌍 O futuro da Supply Chain é agora – você está preparado?
“O que diferencia as empresas não é a tecnologia — é a capacidade de capturar valor com disciplina, método e governança.” A provocação de Marcelo Steffen, associate partner da McKinsey, sintetiza um dos principais aprendizados do 17º Pit Stop CICLO Supply Chain. O evento, promovido pela CICLO Academy, aconteceu nos dias 24 e 25 de março, em São Paulo, e reuniu líderes e especialistas em painéis, debates, apresentação de cases e masterclasses.
Os temas mais abordados foram:
- Estratégia & Performance;
- Supply Chain end-to-end;
- Procurement;
- Logística e Transportes;
- AI e Data-Driven;
- Digital Twin;
- S&OP/S&OE;
- ESG e circularidade;
- Digitalização;
- Automação e robótica;
- Liderança e pessoas;
- Tabela ANTT;
- Impactos da reforma tributária.
As discussões aconteceram em um contexto global marcado por instabilidade e tensões geopolíticas, com efeitos diretos sobre as cadeias de suprimentos — de conflitos e rupturas comerciais a pressões inflacionárias e volatilidade de demanda. “Hoje, o maior desafio de curto prazo nas operações globais é a resiliência do supply chain”, destacou Ana Tozzi, da AGR, ao reunir tendências recentes de eventos como NRF (varejo) e SXSW (tecnologia/cultura).
Apesar dos avanços tecnológicos, temas como custos, produtividade, nível de serviço e inovação seguem no centro das decisões. Mais do que investir em tecnologia, o desafio está em transformar esses investimentos em resultados consistentes. “Sem uma metodologia clara, o foco dura seis meses — e os resultados não se sustentam”, reforçou Steffen.
A seguir, nós selecionamos os 5 principais destaques e insights compartilhados durante o evento. Acompanhe!
5 temas de destaque do 17º Pit Stop CICLO Supply Chain
1) Tecnologia e IA: da promessa à execução
A tecnologia foi um dos principais eixos do evento, com destaque para o avanço da inteligência artificial na tomada de decisão. O consenso apontou que o desafio não está no acesso, mas na maturidade para transformar investimento em resultado.
“Hoje, todo mundo quer fazer IA, mas poucos sabem por onde começar ou onde está o real retorno”, resumiu Ana Tozzi, ao destacar a proliferação de projetos pouco estruturados.
Na prática, isso exige jornadas bem definidas. “A transformação não é apenas tecnológica. Envolve toda a companhia e se sustenta em pessoas, processos e tecnologia”, destacou Leonardo Pires, da M. Dias Branco.
Ao longo das discussões, um ponto se destacou: a tecnologia, por si só, não transforma o supply chain. Sem pessoas preparadas e alinhadas, o potencial dessas soluções não se materializa. Para se aprofundar ainda mais, confira uma série sobre o tema clicando aqui.
2) Eficiência, produtividade e resiliência em cenários complexos
Se a tecnologia avança, a pressão competitiva também aumenta. Os cases reforçaram que eficiência e produtividade seguem como prioridade — agora inseparáveis da capacidade de adaptação e resiliência.
Evelyn Veronese, VP de Supply Chain da Whirlpool, destacou que não há atalhos. “É preciso consistência na estratégia, disciplina na execução e engajamento do time. No fim, quem resolve os problemas são as pessoas.”
Os exemplos apresentados no evento mostraram que ganhos relevantes ainda vêm, muitas vezes, do melhor uso de sistemas existentes, revisão de processos e disciplina. Mais do que de novos investimentos.
Essa visão também apareceu em operações complexas. Na Natura, por exemplo, a escala e a responsabilidade da entrega exigem precisão logística. “Quando um pedido é feito, já existe uma promessa para o consumidor — e o não cumprir prazo muitas vezes não é uma opção”, destacou Hisashi Junior, ao relatar a complexidade de atender milhões de pedidos mensais.
O cenário se intensifica com mudanças estruturais, como a reforma tributária. “Estamos vivendo um contexto de alta volatilidade, e a reforma exige revisão profunda da malha logística”, alertou Rodrigo Vecchio, da Martins. “Não é apenas uma agenda tributária — é uma agenda logística.”
3) Planejamento e execução: o elo entre estratégia e resultado
Outro eixo central foi a integração entre áreas e a evolução do planejamento. Procurement, por exemplo, novamente foi apontada como área que deixou de ser operacional para assumir papel estratégico. “Compras hoje está integrada a planejamento, ESG e inovação — muito além de abastecer a operação”, destacou Rafael Bica, da Indorama.
A necessidade de integração também aparece no planejamento. Na Natura, iniciativas como orquestração de pedidos, planejamento integrado e uso de dados em tempo real foram fundamentais para ganhar produtividade e eficiência.
Nesse contexto, disciplinas como S&OP (Sales and Operations Planning), S&OE (Sales and Operations Execution) e IBP (Integrated Business Planning) ganham protagonismo, ao conectar decisões de curto, médio e longo prazo. Aqui, aprofundamos esses conceitos.
4) Pessoas no centro
Se há outro ponto de convergência entre os especialistas, é o papel das pessoas. “Não adianta ter tecnologia e extrair pouco valor dela. Sem pessoas preparadas, usamos metade do potencial”, afirmou Claudio Coelho, da Citrosuco.
Essa visão também foi reforçada com exemplos práticos. Na CSN, a transformação foi estruturada a partir de quatro pilares: pessoas, processos, infraestrutura e tecnologia. “No final, são as pessoas que fazem tudo acontecer”, destacou João Lourenço, Diretor de Logística.
A construção da tríade cultura, colaboração e confiança aparece como condição essencial para capturar valor das tecnologias. “É preciso sair de silos e trabalhar como um ‘one team’”, reforçou Coelho.
5) ESG, digitalização e o novo papel do supply chain
A agenda ESG também se consolidou como parte estrutural da estratégia. Temas como mudanças climáticas, recursos e circularidade passaram a impactar diretamente a competitividade das empresas.
Ao mesmo tempo, a digitalização — com automação, robótica e uso de dados — avança como alavanca de eficiência. Mas, novamente, o diferencial não está apenas na tecnologia, e sim na capacidade de integração e execução.
Sua operação está preparada para competir até 2030?
O 17º Pit Stop CICLO Supply Chain reforçou que o futuro das cadeias de suprimentos passa pela combinação de três elementos: inteligência, execução e estratégia.
Mais do que acompanhar tendências, o momento exige ação — especialmente em um cenário global cada vez mais instável. “Tem muita mudança vindo na logística, principalmente com a revisão da malha e a adaptação ao novo cenário”, destacou Leandro Ramos, da Natura.
Para acompanhar todos os eventos da CICLO e explorar nossos temas, visite nosso hub em: https://cicloacademy.com.br/hub-supply-chain/.
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