🚀40º Simpósio Supply Chain O PODER DA DECISÃO NA NOVA CADEIA DE VALOR Mais pressão por eficiência, IA acelerada e decisões cada vez mais críticas. O Simpósio Supply Chain 2026 reúne executivos que lideram essa transformação para tornar a cadeia mais conectada, inteligente e competitiva — do planejamento à execução. Dois dias de imersão estratégica. Decisões que geram impacto real.
A 17ª edição do Pit Stop Supply Chain, evento promovido pela CICLO Academy, reuniu mais de 800 líderes e especialistas para tratar de temas como estratégia, inteligência artificial, logística, ESG e liderança. Em meio às diferentes perspectivas apresentadas, um consenso chamou a atenção: a tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica. O que separa as empresas líderes das demais, agora, é a capacidade de transformar investimento em resultado concreto.
Ao longo dos painéis e cases apresentados, o debate sobre tecnologia — e especialmente sobre inteligência artificial — avançou para além do discurso. O foco não está mais em “adotar” soluções, mas em como extrair valor real delas em operações cada vez mais complexas e pressionadas por custos, instabilidade e demanda por eficiência.
É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um papel central nas discussões sobre competitividade. Mais do que uma nova ferramenta, ela passa a representar um novo estágio de maturidade digital nas cadeias de suprimentos.
Neste conteúdo, vamos entender melhor por que a inteligência artificial se tornou o novo “campo de batalha” do supply chain — e o que realmente separa quem gera valor de quem apenas investe em tecnologia.
Da promessa à entrega: o gap ainda não resolvido
Apesar do avanço acelerado de soluções digitais, muitas empresas ainda enfrentam um desafio estrutural: transformar tecnologia em produtividade.
Na prática, isso significa que o problema já não é acesso, mas maturidade. Sistemas como WMS (Warehouse Management System) e TMS (Transportation Management System) seguem subutilizados, enquanto novas camadas de tecnologia, como IA e analytics avançado, são incorporadas antes mesmo de consolidar a base.
Esse descompasso aparece diretamente nas operações. “Os clientes normalmente nos procuram por problemas de visibilidade, qualidade, devoluções e eficiência”, destacou Alexandre Padilha, da Reply Logistics, ao apontar que a tecnologia, por si só, não resolve desafios estruturais do dia a dia.
É um cenário que ajuda a explicar porque, mesmo em um momento de forte aceleração tecnológica, muitas organizações ainda lutam para capturar valor das soluções que implementam.
O risco da “paixão pela tecnologia”
Se por um lado a digitalização avança, por outro cresce o alerta de que uma adoção desestruturada da tecnologia pode gerar mais complexidade do que resultado. “É muito fácil se apaixonar pela tecnologia, mas a gente não pode automatizar desperdícios”, afirmou Evelyn Veronese, VP de Supply Chain da Whirlpool .
O alerta apareceu de forma recorrente ao longo do evento: tecnologia não corrige processos ruins — apenas os escala. Por isso, a disciplina na implementação, combinada com revisão de processos e governança, foi apontada como fator crítico para o sucesso — especialmente no momento em que soluções mais avançadas, como inteligência artificial, passam a operar diretamente sobre essas bases.
Neste ponto, o debate começa a migrar do por que adotar tecnologia para como utilizá-la de forma estratégica.
Inteligência artificial: aplicação prática, não conceito
A inteligência artificial apareceu como um dos temas mais relevantes do evento, mas sempre associada a aplicações concretas. Não como conceito abstrato.
Casos apresentados por empresas como Natura, Whirlpool e M. Dias Branco mostraram o uso de dados e IA para melhorar a previsibilidade, otimizar estoques e apoiar decisões em tempo real — sempre com foco em eficiência e escala operacional.
Mas o tema não se restringiu aos cases. Ao longo dos debates, executivos destacaram que a inteligência artificial já começa a influenciar também o nível estratégico das organizações. “Existe hoje uma intensa agenda de inteligência artificial para lidar com múltiplos cenários e tomar decisões mais assertivas”, afirmou Rodrigo Vecchio, da Martins.
Esse avanço também se reflete na evolução das soluções disponíveis no mercado. “Hoje já é possível criar agentes que reagem automaticamente a eventos dentro da operação”, explicou Alexandre Padilha, ao descrever tecnologias capazes de automatizar decisões em tempo real.
Ao mesmo tempo, empresas que avançaram na digitalização reforçam a importância de estruturar capacidades internas. “A gente precisou construir capacidade interna, com engenheiros de dados e cientistas, para conseguir avançar”, destacou Claudio Coelho, da Citrosuco.
Essas experiências mostram que o avanço da IA depende menos da tecnologia em si e mais da capacidade organizacional de usá-la de forma consistente – e inteligente.
Tecnologia não é o fim — é o meio
Outro ponto destacado é a necessidade de reposicionar o papel da tecnologia dentro das organizações.
“Implementar o sistema não é o objetivo — o objetivo é gerar valor”, afirmou Hisashi Junior,da Natura, ao detalhar a implementação de WMS e TMS com visão end-to-end.
A fala reflete um aprendizado importante: a transformação digital não termina no go-live. Ela depende da capacidade de uso, adaptação e evolução contínua — inclusive com ajustes em processos, integração com sistemas legados e foco na experiência do usuário. Em outras palavras, a tecnologia só entrega resultados quando está integrada à dinâmica real da operação.
Pessoas + tecnologia: a equação central
Se há um ponto de convergência no debate sobre tecnologia, é que ela não funciona isoladamente.
“A ideia é conectar pessoas com tecnologia. Não adianta ter tecnologia e extrair pouco valor dela”, afirmou Coelho.
A própria evolução tecnológica reforça esse ponto. “A gente consegue treinar um operador em poucos minutos e torná-lo produtivo com apoio da tecnologia e de processos bem definidos”, destacou Padilha, ao relacionar ganhos de produtividade com simplificação da execução .
Nesse contexto, a dimensão humana volta ao centro da discussão. “Muita gente falando de IA, mas é importante também ver o papel das pessoas nesse processo”, afirmou Graziela Novaes, da Martin Brower.
O novo diferencial: capacidade de execução
No fim, a discussão sobre tecnologia retorna a um ponto central: execução.
Mais do que acompanhar tendências — como inteligência artificial, automação e analytics —, as empresas precisam desenvolver capacidade consistente de implementar, integrar e escalar soluções.
Em um cenário de alta volatilidade, essa habilidade passa a ser decisiva para garantir resiliência e competitividade. A tecnologia está disponível — e o debate agora evolui de “o que adotar” para “como capturar valor”. A diferença, portanto, está em quem consegue executar melhor.
Para acompanhar essa agenda e aprofundar as discussões sobre o futuro do supply chain, a CICLO Academy segue promovendo encontros com lideranças do setor — incluindo o 40º Simpósio Supply Chain, que acontece nos dias 25 e 26 de agosto. Acompanhe a programação e se inscreva!
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