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17º Pit Stop Supply Chain debate planejamento em supply chain

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12 maio 2026
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25 e 26 de agosto de 2026

🚀40º Simpósio Supply Chain O PODER DA DECISÃO NA NOVA CADEIA DE VALOR Mais pressão por eficiência, IA acelerada e decisões cada vez mais críticas. O Simpósio Supply Chain 2026 reúne executivos que lideram essa transformação para tornar a cadeia mais conectada, inteligente e competitiva — do planejamento à execução. Dois dias de imersão estratégica. Decisões que geram impacto real.

Em cadeias de suprimento cada vez mais pressionadas por eventos externos, volatilidade da demanda e necessidade de decisões em tempo real, o planejamento em supply chain vem sendo reposicionado no centro das discussões estratégicas das empresas.

Ao longo da 17ª edição do Pit Stop Supply Chain, promovido pela CICLO Academy, esse movimento apareceu de forma transversal. Em meio a debates sobre inteligência artificial, logística, ESG e transformação digital, diferentes lideranças convergiram para um mesmo diagnóstico — o papel do planejamento está mudando – e rapidamente.

“A estabilidade da operação é condição necessária para que você consiga pensar no médio e longo prazo”, destacou Rodrigo Vecchio, VP Comercial & Operações da Martins, ao abordar os desafios atuais do planejamento em um cenário de alta volatilidade.

A frase sintetiza um dilema enfrentado pelas empresas hoje: enquanto o planejamento ganha relevância estratégica, muitas organizações ainda operam sob pressão constante do curto prazo, focadas em resolver urgências e garantir a continuidade da operação.

Se antes o planejamento muitas vezes era tratado como uma função mais de bastidor, hoje passa a ocupar uma posição central, conectando decisões, áreas e horizontes de tempo em cadeias cada vez mais complexas. Mais do que antecipar cenários, ele passa a ser responsável por garantir coerência entre estratégia e execução — um desafio que exige novas estruturas, ferramentas e formas de trabalhar.

Neste conteúdo, vamos entender como o planejamento em supply chain está evoluindo de uma função isolada para um processo integrado à execução, quais são os principais desafios para transformar estratégia em resultado e por que essa capacidade se tornou um dos principais diferenciais competitivos das empresas.

Do planejamento isolado à integração ponta a ponta

Um dos principais movimentos observados no Pit Stop Supply Chain foi a evolução do planejamento para um modelo mais integrado, conectando áreas antes tratadas de forma independente. Na prática, isso significa sair de estruturas fragmentadas — como planejamento de demanda, produção e logística separados — para modelos end-to-end, capazes de alinhar decisões em toda a cadeia.

“A jornada de supply chain é trabalhar com uma cadeia integrada de fato, que seja ágil, com resposta rápida e competitiva”, destacou Evelyn Veronese, VP de Supply Chain da Whirlpool.

Esse movimento redefine o papel do planejamento do supply chain. Ele deixa de ser apenas antecipação e passa a ser coordenação entre áreas, processos e decisões. Mas vale ressaltar que integrar não significa necessariamente prever melhor, e sim estar preparado para mudar rapidamente. É isso que leva ao próximo desafio: planejar em um ambiente cada vez mais instável.

Como planejar a cadeia de suprimentos em um mundo de incertezas

Se antes o desafio era prever com precisão, hoje o foco passa a ser adaptar-se continuamente. Como ficou claro ao longo das discussões, o “alvo” das empresas deixou de ser fixo. Agora ele se move o tempo todo, exigindo capacidade constante de ajuste e resposta.

Parte dessa instabilidade vem de fatores externos cada vez mais imprevisíveis. Tensões geopolíticas recentes, conflitos que impactam rotas estratégicas de energia e comércio, além de rupturas nas cadeias globais de suprimentos, vêm ampliando a volatilidade dos mercados e pressionando custos, prazos e disponibilidade de insumos.

Essa leitura apareceu diretamente nas falas dos participantes. “Um dos pontos mais relevantes foi a resiliência do supply chain, principalmente diante de fatores políticos externos e das incertezas de demanda”, diz Carlos Carnevalli, da Martin Brower.

Na prática, isso significa que as decisões tomadas em um país podem ter efeitos imediatos em operações do outro lado do mundo, seja por variações no preço de energia, restrições logísticas ou mudanças no fluxo de comércio internacional. Nesse contexto, planejamento e execução deixam de ser etapas separadas e passam a operar em ciclos cada vez mais curtos, apoiados por dados e tecnologia.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de lidar com diferentes horizontes simultaneamente — equilibrando decisões imediatas com agendas de médio e longo prazo. Aqui, ganham relevância disciplinas como S&OP (Sales and Operations Planning), S&OE (Sales and Operations Execution) e IBP (Integrated Business Planning), que ajudam a conectar estratégia, operação e execução em diferentes níveis de decisão.

Como destacou Rodrigo Vecchio durante o evento, a estabilidade da operação é condição necessária para pensar no médio e longo prazo. Para dar conta dessa complexidade, o planejamento sai da previsão e se torna um sistema estruturado de tomada de decisão contínua. Porém, há desafios.

O elo crítico está na execução

Se há um ponto onde o planejamento ainda falha, segundo os especialistas, é na sua conexão com a execução. Muitas empresas conseguem construir bons planos, mas têm dificuldade em garantir consistência na operação.

Esse gap aparece tanto em processos quanto em cultura. Muitas organizações ainda resolvem problemas de forma reativa, sem atacar suas causas estruturais. “A gente resolve o problema, mas nem sempre da forma mais eficiente”, destacou Evelyn Veronese.

No fim, o desafio não está apenas em planejar bem; é decisivo executar com consistência. E é justamente nesse ponto que a tecnologia entra como um dos principais habilitadores dessa transformação.

Tecnologia nem sempre é (só) a solução

A tecnologia aparece como elemento central nessa transformação e com um papel bem claro: habilitar – e não substituir o planejamento. Ferramentas de analytics, sistemas de apoio e IA ampliam a capacidade de simular cenários, reagir a eventos e melhorar decisões.

No entanto, novos desafios emergem. “Um dos principais problemas hoje é a escassez de talentos, especialmente na logística”, destacou Alexandre Padilha, da Reply Logistics. Além disso, muitas empresas ainda não capturam plenamente o valor das tecnologias que já possuem, criando um descompasso entre investimento e resultado.

Isso reforça um ponto central discutido ao longo do evento: tecnologia só gera impacto quando está integrada a pessoas e processos. Falamos mais sobre o tema tecnologia e IA em supply chain – clique aqui.

E essa capacidade de planejar e simular cenários torna-se ainda mais crítica diante de mudanças estruturais, como a reforma tributária.

Planejamento e reforma tributária: redes em transformação

Amplamente discutida no evento, a reforma tributária deve exigir uma revisão profunda das malhas logísticas e dos modelos de distribuição.

“A tributação passa a ser no ponto de consumo, o que exige reposicionar operações mais próximas do cliente final”, explicou Rodrigo Vecchio. Nesse cenário, o planejamento ganha ainda mais relevância como ferramenta para redesenhar operações, simular cenários e antecipar impactos.

O que reforça, no fim, a mudança mais importante discutida ao longo do evento: o planejamento evolui de suporte para estratégia de negócio.

O novo planejamento no supply chain

Surge, assim, uma mudança de posicionamento, com o planejamento ocupando um papel estratégico, diretamente ligado à competitividade, resiliência e capacidade de crescimento das empresas.

Mais do que prever o futuro, o planejamento passa a preparar a organização para múltiplos cenários — e garantir capacidade de resposta em tempo real. Em um ambiente marcado por incerteza, volatilidade e transformação constante, planejar já não é mais um diferencial.

Executar bem esse planejamento — com apoio de tecnologia, dados e pessoas — é o que, de fato, separa as empresas que avançam das que ficam para trás.

Para acompanhar ainda mais essa transformação

A discussão sobre planejamento, tecnologia e execução está no centro das mudanças no supply chain — e deve ganhar ainda mais força nos próximos anos.

Para acompanhar os próximos debates, cases e tendências do setor, a CICLO Academy segue promovendo encontros com lideranças do mercado. Um deles é o 40º Simpósio Supply Chain, que acontece nos dias 25 e 26 de agosto de 2026. Acompanhe a programação e se inscreva no link: https://cicloacademy.com.br/hub-supply-chain/

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